Dia Mundial do Rock: A história e as curiosidades do festival contra a fome que deu origem à data

Dia Mundial do Rock: A história e as curiosidades do festival contra a fome que deu origem à data
Dia Mundial do Rock: A história e as curiosidades do festival contra a fome que deu origem à data - (Foto: Getty Images)

O Dia Mundial do Rock, celebrado nesta segunda-feira (13 de julho), tem uma história fascinante que vai muito além dos palcos, das guitarras distorcidas e das jaquetas de couro. Embora a comemoração tenha se popularizado de forma massiva quase exclusivamente no Brasil, ela nasceu a partir do impacto global do Live Aid, um gigantesco festival beneficente realizado em 13 de julho de 1985 com o objetivo de arrecadar fundos para combater a crise de fome extrema na Etiópia.

Idealizado pelos músicos Bob Geldof e Midge Ure, o evento histórico conectou o planeta de forma inédita. Foram duas arenas principais com shows simultâneos: o Estádio de Wembley, em Londres, na Inglaterra, e o JFK Stadium, na Filadélfia, nos Estados Unidos, além de palcos menores na Austrália, Japão e Rússia. A transmissão ao vivo alcançou cerca de 1,5 bilhão de telespectadores em todo o mundo e arrecadou mais de 150 milhões de dólares para ações humanitárias.

Para além do impacto social, os bastidores do festival guardam momentos que entraram para a história da cultura pop. Veja algumas das maiores curiosidades daquele 13 de julho de 1985:

Phil Collins e a viagem supersônica de Concorde

O baterista e cantor Phil Collins realizou um feito inédito no festival: ele foi o único artista a se apresentar nos dois palcos principais, em dois continentes diferentes, no mesmo dia.

Após tocar no Estádio de Wembley, em Londres, Collins pegou um helicóptero até o aeroporto de Heathrow e embarcou no lendário avião supersônico Concorde. Cruzando o Oceano Atlântico em tempo recorde, ele pousou nos Estados Unidos a tempo de se apresentar no palco da Filadélfia, onde ainda tocou bateria para o Led Zeppelin e Eric Clapton.

Os 21 minutos históricos do Queen

A apresentação de 21 minutos do Queen no Wembley é amplamente apontada por críticos e músicos como um dos maiores shows de rock de todos os tempos. Freddie Mercury dominou a plateia de 72 mil pessoas desde os primeiros acordes de Bohemian Rhapsody até o coro histórico de “Ay-Oh”. O impacto da performance foi tão avassalador que revitalizou a carreira da banda, que vinha passando por um período de desgaste interno.

A reunião “desastrosa” do Led Zeppelin

O festival foi palco de reuniões históricas, como a do Black Sabbath com Ozzy Osbourne e do Who. No entanto, a tão aguardada reunião dos membros sobreviventes do Led Zeppelin (Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones), acompanhados por Phil Collins e Tony Thompson na bateria, não saiu como o planejado.

Sem tempo para ensaiar, com a guitarra de Page desafinada e a voz de Plant rouca, a performance foi considerada um fiasco técnico pelos próprios integrantes, que anos depois proibiram que as imagens do show fossem incluídas no DVD oficial do Live Aid.

Por que o Dia do Rock só é comemorado no Brasil?

Embora o festival tenha acontecido nos Estados Unidos e na Europa, nem os britânicos nem os norte-americanos celebram o 13 de julho.

A data ganhou força no Brasil a partir do início da década de 1990. Duas emissoras de rádio de São Paulo dedicadas ao gênero (a 89 FM e a 97 FM) começaram a promover intensamente o dia 13 de julho como o “Dia Mundial do Rock”, inspiradas por um apelo feito pelo próprio Bob Geldof durante a transmissão de 1985. A campanha caiu no gosto dos ouvintes, de artistas nacionais e de produtores de eventos, consolidando a data de forma definitiva no calendário cultural brasileiro.

Quatro décadas depois, a celebração continua viva no Brasil. Mais do que homenagear um estilo musical revolucionário, o 13 de julho preserva a memória do dia em que a música foi usada como ferramenta de mobilização global contra uma crise humanitária, provando que a arte pode transformar realidades muito além das fronteiras de um palco.


Portal Boa Notícia – Com informações públicas

Leia também:

.

.

.

Acompanhe nosso trabalho: