Desenrola Pequenas Empresas 2026: novas regras dão mais prazo e fôlego para MEIs e microempresas

Desenrola Pequenas Empresas 2026: novas regras dão mais prazo e fôlego para MEIs e microempresas
Foto: Cidade Portal

Desenrola Pequenas Empresas 2026: Programa facilita renegociação do Pronampe e ProCred 360 com até 96 meses para pagar e vantagens para mulheres

O Governo Federal atualizou as diretrizes do programa Desenrola Pequenas Empresas, trazendo condições consideravelmente mais vantajosas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) que buscam reorganizar as contas e limpar o CNPJ. A medida foca especificamente no refinanciamento de duas das principais linhas de crédito do país: o Pronampe e o ProCred 360.

Para os empresários e comerciantes de Assis Chateaubriand e região que possuem parcelas em atraso há mais de 90 dias, a reformulação do programa representa uma oportunidade para aliviar o caixa e recuperar o acesso a novos créditos no mercado.

Confira as principais mudanças e regras práticas para a adesão ao programa:

Prazos mais longos e carência ampliada

  • Pronampe: Para as empresas que contraíram débitos pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, o prazo máximo para o pagamento da renegociação subiu de 72 para 96 meses. Além disso, a carência para voltar a pagar foi estendida de 12 para até 24 meses. O limite total de crédito acessível por essa linha também foi ampliado para R$ 500 mil.

  • ProCred 360: Voltado a negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil, a linha também passa a contar com prazo estendido de 96 meses e carência de 24 meses. A taxa de juros praticada é balizada em Selic + 5% ao ano.

Vantagem para lideranças femininas

Uma das grandes novidades da atualização do programa é o incentivo a empresas que possuem mulheres como sócias majoritárias ou administradoras. No caso do ProCred 360, o limite de crédito disponível, que normalmente corresponde a 50% do faturamento anual do negócio, sobe para 60% para empresas lideradas por mulheres, com teto fixado em R$ 180 mil.

Como o empresário local pode aderir?

O processo de adesão não exige intermediários e deve ser feito diretamente com a instituição financeira onde a dívida foi originalmente contratada (como bancos tradicionais ou cooperativas de crédito parceiras).

  1. Autorização fiscal: O primeiro passo é acessar o portal e-CAC da Receita Federal (utilizando a conta gov.br em nível prata ou ouro) e autorizar o compartilhamento dos dados de faturamento do CNPJ com as instituições financeiras.

  2. Negociação direta: Com os dados fiscais liberados, o empreendedor deve procurar os canais de atendimento oficiais do seu banco ou cooperativa para consultar as propostas e assinar o termo de renegociação.

A expectativa para comércio regional é que a flexibilização das parcelas e o aumento da tolerância de atrasos de novos créditos — que passou de 14 para 90 dias — ajudem a manter os negócios locais ativos e competitivos.


Portal Boa Notícia – Com informações públicas

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