Conheça a história do produtor que trocou o Sul pelo Cerrado e construiu referência no agro

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Conheça a história do produtor que trocou o Sul pelo Cerrado e construiu referência no agro

Vitório Cella: Da especialização na Suíça nos anos 70 à consolidação em Sorriso e Nova Mutum, Vitório Cella projeta sucessão familiar e alta produtividade

A história do desenvolvimento do agronegócio no Cerrado brasileiro confunde-se com a trajetória de migrantes que deixaram o Sul do país na década de 1970. Um desses exemplos é o catarinense Vitório Ângelo Cella, natural de Chapecó, que transformou a experiência adquirida em um colégio agrícola na Suíça em base para a consolidação de propriedades de alta produtividade em Mato Grosso.

Logo após o serviço militar, entre 1970 e 1973, Vitório estudou em território suíço, onde absorveu conceitos de gestão e análise de custo-benefício que moldaram sua visão de negócios. Em 1975, aos 26 anos, o produtor migrou para o Centro-Oeste, iniciando o trabalho de abertura de áreas para o cultivo de grãos em Barra do Garças, atuando inicialmente apenas com comissão sobre os lucros.

Evolução da Produção e Correção de Solo

O ingresso definitivo na atividade como proprietário ocorreu após a aquisição de 360 hectares de terra no município de Nobres, viabilizada por meio de crédito bancário. O cultivo próprio teve início com o arroz de sequeiro, mas as oscilações de mercado forçaram a transição para a soja em 1985 e, posteriormente, para o milho na década de 1990.

A consolidação das áreas exigiu investimentos na correção de solo com calcário. Naquela época, a produtividade média da soja oscilava entre 34 e 38 sacas por hectare. Atualmente, os patamares produtivos de Vitório Cella nas lavouras de Sorriso (1.740 hectares) e Nova Mutum (1.200 hectares) registram médias de:

  • Soja: 75 sacas por hectare;

  • Milho: 163 sacas por hectare.

O incremento nos resultados técnicos baseia-se na adoção do sistema de plantio direto e no consórcio de milho safrinha com braquiária. A planta de cobertura atua no controle biológico de plantas daninhas, protege o solo contra o impacto de chuvas e altas temperaturas e melhora a aeração da terra, permitindo o aprofundamento radicular das culturas principais.

Diversificação e Sucessão Familiar

O perfil empreendedor do produtor também se estendeu para a agroindústria regional, sendo um dos articuladores do projeto que culminou na instalação de granjas e de um frigorífico de suínos em Nova Mutum, visando a diversificação das matrizes econômicas locais.

Na área de gestão de pessoas, a estabilidade das equipes baseia-se em políticas de premiação por desempenho para os 19 funcionários fixos. Operando com recursos próprios há 25 anos, o produtor concluiu o processo de sucessão familiar com a integração das três filhas ao ecossistema do agronegócio: Carla atua diretamente na engenharia agronômica da propriedade, Ester responde pela segurança jurídica e tributária, e Sílvia atua na área de análises clínicas.


Portal Boa Notícia – Com informações do Departamento de Imprensa e Comunicação Social da C.Vale Cooperativa Agroindustrial

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