A Previsão Subjetiva de Safra (PSS) de janeiro, divulgada pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), confirma um dos cenários agrícolas mais positivos dos últimos anos no Paraná. O principal destaque é a safra de verão, puxada pela soja, que deve ultrapassar 22 milhões de toneladas, dentro de uma produção total estimada em 25,9 milhões de toneladas.
Mesmo com o ritmo de colheita mais lento por conta das chuvas, as condições gerais das lavouras seguem favoráveis e a projeção para o ciclo permanece otimista. O boletim também traz análises sobre milho, feijão, horticultura, ovos, leite e fruticultura.
Soja lidera desempenho da safra de verão
A soja segue como o principal motor da agricultura paranaense. Com área aproximada de 5,8 milhões de hectares, a produção projetada supera 22 milhões de toneladas, marcando mais uma colheita histórica.
Milho apresenta boas perspectivas
O milho de primeira safra mantém boas perspectivas produtivas, mesmo ocupando área menor em relação à soja. Já o milho de segunda safra começa a ser semeado dentro do calendário recomendado, com avanço principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste, acompanhando a colheita da soja. O desempenho dessa etapa será determinante para o resultado final da safra estadual.
Feijão registra retração na primeira safra
O feijão de primeira safra caminha para o encerramento com redução de área e produção, refletindo os preços menos atrativos ao produtor no momento do plantio. A produção estimada é de aproximadamente 184 mil toneladas, cerca de 46% menor que a safra anterior. Para a segunda safra, a área projetada também é menor, embora ainda exista expectativa de recuperação.
Horticultura mantém qualidade dos produtos
Na horticultura, o destaque é a boa qualidade dos produtos colhidos, especialmente batata, cebola e tomate. A batata de primeira safra tem colheita avançada e alto padrão de qualidade, enquanto a segunda safra está em fase de plantio. A cebola encerrou a colheita com boa produtividade, apesar da redução de área plantada. O tomate, também enfrentando reduções de área, mantém expectativa de boa produção, embora os preços estejam pressionados pelo excesso de oferta.
Ovos e leite enfrentam queda nos preços
Em janeiro deste ano (2026), os preços dos ovos para consumo no Paraná apresentaram forte retração, com queda média de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O movimento reforça a competitividade do ovo como fonte de proteína animal. Para fevereiro, a expectativa é de recuperação nos preços, influenciada pela sazonalidade e pela retomada das compras institucionais.
O mercado de leite manteve a trajetória de queda observada em 2025, impactado pela oferta elevada e pelos custos de produção. O preço médio pago ao produtor ficou em torno de R$ 2,15 por litro, enquanto o leite UHT no varejo foi vendido a R$ 3,75 em média, ambos com recuo significativo na comparação anual.
Fruticultura avança no mercado externo
A fruticultura paranaense segue ampliando presença nas exportações. Em 2025, o setor movimentou US$ 22,4 milhões, com crescimento expressivo na última década. Limão, lima, banana e abacate lideram os embarques, reforçando o potencial da atividade como alternativa de diversificação e agregação de valor.
Cenário conjuntural
Além da PSS, o Deral também divulgou o Boletim Conjuntural semanal, que aponta pressão generalizada sobre os preços do agronegócio paranaense neste início de 2026. O cenário reflete tanto a oferta interna elevada quanto fatores macroeconômicos, afetando grãos, proteínas animais e a pecuária leiteira.
Portal Boa Notícia – Com informações públicas
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