Paraná tem reservas ambientais que preservam o equivalente a 78 mil Maracanãs

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

O Paraná abriga hoje 339 Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPNs), que são áreas preservadas de forma voluntária por proprietários rurais. Juntas, somam mais de 56 mil hectares de vegetação nativa, equivalente a cerca de 78 mil estádios do Maracanã. O número coloca o estado entre os principais exemplos nacionais de conservação ambiental fora do sistema público.

As RPPNs são áreas privadas, voluntariamente transformadas em Unidades de Conservação, com o objetivo de preservar a biodiversidade e recursos naturais de forma perpétua, permitindo uso sustentável para pesquisa, ecoturismo e educação, e concedendo benefícios como isenção de ITR e reconhecimento ambiental.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Estas áreas representam um modelo de conservação que oferece inúmeras vantagens para as questões de preservação ambiental e também para os proprietários. Criar uma RPPN é uma oportunidade de proteger o meio ambiente e ainda obter benefícios diretos, que vão desde a isenção de impostos, a valorização do patrimônio e acesso facilitado a financiamentos.

Para além de benefícios particulares, as reservas contribuem direta e ativamente com a comunidade, uma vez que atuam como um motor na atração de recursos do ICMS Ecológico, beneficiando assim também as propriedades públicas .

A RPPN Samuel Klabin, por exemplo, localizada em Imbaú (PR), inaugurada em 2025 como parte do esforço da empresa para expandir a conservação da Mata Atlântica no Paraná, cumpre um importante papel sociocultural e ecológico, utilizando o espaço para pesquisa, educação ambiental e conscientização sobre a importância da preservação da biodiversidade local.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Ao transformar áreas privadas em espaços permanentes de conservação, as RPPNs reforçam um modelo de preservação que vai além da atuação do poder público, envolvendo diretamente proprietários rurais, empresas e comunidades locais na proteção do meio ambiente. No Paraná, esse esforço coletivo consolida um mosaico ambiental que protege espécies, mantém ecossistemas ativos e amplia as possibilidades de desenvolvimento sustentável.

Em um cenário de crescentes desafios ambientais, iniciativas voluntárias como as RPPNs mostram que é possível conciliar preservação, uso consciente da terra e benefícios econômicos, fortalecendo uma cultura de responsabilidade ambiental e deixando um legado positivo para as próximas gerações.

Foto: Denis Ferreira Netto/SEDESTconservação ambiental

Portal Boa Notícia – Com informações públicas

 

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