Banda autoral de Assis Chateaubriand estreia nos palcos e transforma o cotidiano em poesia

Há cidades que dormem em silêncio e há outras que, de repente, acordam com um barulho que ninguém mais ousou fazer.

Foi o que aconteceu no último domingo, quando a Wandermonics decidiu nascer oficialmente sob o teto de Assis Chateaubriand.
Não houve pompa. Não houve discurso. Houve som!

As letras se misturaram aos riffs e à respiração do público, que parecia entender cada palavra antes mesmo de ser dita.
O grupo construiu uma ponte entre o agora e tudo o que ficou preso no peito de uma geração que acredita que a música pode curar.

Não foi só um show de estreia… foi um recomeço coletivo.
Gente que cresceu junto na cidade, que trocou ensaios por conversas infinitas, agora compartilhava o mesmo palco e a mesma urgência: existir de verdade, por meio do som.
A “Morada Amiga” virou abrigo, catarse, rito.
Um espaço onde o ruído se fez verbo e o verbo se fez carne.

No fim, ficou a sensação de que algo começou.
Algo que não cabe em rótulo, nem em release, mas que pulsa e ecoa.
E talvez seja isso que Assis Chateaubriand precise lembrar:
que a arte também nasce aqui!

Sobre a Wandermonics

A banda, formada por músicos de Assis Chateaubriand e Cascavel, apresenta um repertório totalmente autoral e prepara novas apresentações para os próximos meses. Com influências que vão do indie ao MPB, o grupo aposta em letras introspectivas e arranjos densos, explorando temas como identidade, recomeço e a beleza das imperfeições humanas.

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